Eu tenho uma marca no pulso, algumas pessoas já mim perguntaram se eu estava tentando mim matar. Nunca pensei isso para querer executar, e tenho uma ótima explicação para essa marca.
Minha vida foi marcada pela presença dos meus irmão e meus pais, eu era conhecida como a mais quieta, desligada do mundo, o Adonias, era o mais danado, tudo de errado ia pra ele, o Jonas, era na dele, mais era um pouco mais danado, já que amava esta brincando na rua, coisa que minha mãe não aceitava.
No dia do ocorrido, estávamos os três no quintal, brincando, quando o Adonias achou uma gilete, minha mãe era bem rígida, não aceita que a gente mexesse em nada perfuro cortante, fogo, ou improprio para nossa idade, então, resolvemos não contar pra ninguém. Ele começou a amolar a gilete, e quando acho que já estava bom o bastante, fomos ao teste, tínhamos que tirar certeza que realmente estava amolada o bastante, sem pensar muito, o Adonias pegou o meu braço e cortou, bem onde se localiza o pulso.
Sangrou, bastante, mais não doeu, naquele momento minha mãe estava dentro de casa, recebendo visitas, minha tia, Madalena, irmã da mamãe. Como eu não chorei, só notaram que meu pulso estava cortado por causa do sangue, minha mãe entrou em desespero, minha tia correu mim pegou nos braços e começou a jogar água gelada, colocou gelo em cima. Daquele momento eu não consigo lembrar o que aconteceu com mamãe, nem o que ela pretendia fazer com o Adonias, só lembro que eu comecei a chorar, gritando para mamãe não bater no meu irmão, eu gritava alto dizendo que não era culpa dele, que estávamos apenas brincando, pra minha mãe não bater nele. Acho que com isso, foi quando minha tia mim largou e foi impedir minha mãe de bater meu irmão, ele não podia apanhar, por uma coisa que eu também era culpada, era isso apenas que eu pensava naquele momento e que, até hoje, acho que pensei o certo. Eu não fui levada para o posto de saúde, para fazer um curativo, o corte não fechou, e até hoje tenho a marca.
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